domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pólos opostos

Estou aceitando doações de idéias, bem como doações de bebidas alcoólicas. Estou procurando um pulsar por aí, algo mais que um simples sussurro, sem nada encontrar.
Mas afinal, o que é voltar para casa todos os dias de mãos vazias?
Continuem me prendendo, agora tanto faz; a minha maior prisão é as palavras. Estou presa à elas há tanto tempo... Grades sólidas não são grande coisa, então.
Tão jovem, e tão morta. Tão jovem, e tão viva.
Onde diabos foram parar os meio-termos?
Dê-me tudo, ou então, não me dê nada. Porque não consigo me conformar com pouco, ou com uma parte do quero. Quero tudo sim, ou então, não quero nada. Só vazio.
Quando querer apenas o que se tem agora, é pedir demais?
Devolva-me minha vida por completo, caro carrasco, ou tire-a de uma vez.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um acordo

Se quer que eu minta pra você, tudo bem. Mas não espere que eu minta para mim mesma.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Perfeição

Eu queria que as pessoas vissem o que é perfeito de verdade. Queria que elas dessem um novo conceito à palavra.
A dor é perfeita. Você sente ela mesmo quando não quer, ela não te deixa, está do seu lado o tempo todo.
O ódio é perfeito. Ele te faz agir impulsivamente, te faz matar, te faz morrer.
A morte é perfeita. Ela acaba com todos os seus tormentos, te liberta de todas as suas maldições, te todos os seus pensamentos sufocantes, de toda a sua agonia.
A agonia, a propósito, também é perfeita. Ela te exaure completamente, te faz sentir até o último, não te dá descanso, é como um orgasmo duradouro. Um abismo que te leva direto para o fim. E fins são sempre perfeitos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pertences

É incrível como algumas coisas parecem ser suas desde sempre. A mim, por exemplo, sempre pertenceu a dor. Desde o começo, ela esteve de mãos dadas comigo, como uma amiga, uma doce irmã. A outros, pertencem pessoas, rostos, vozes. Emoções distintas. Amor incondicional.
Como isso soa falso...Como algo de fora pode ser tão meu, se nem eu mesma sou minha? Como posso doar-me para alguém, se não me entrego nem mesmo aos meus desejos?
Fugimos tanto de coisas que achamos que é errado, sem saber que a única coisa errada é fugir. Mas meus pés já sangram demais, e não posso mais correr.
Hora de encarar a realidade.
Quanta coisa, quantos problemas.
Uma dose generosa me cairia bem!
Primeiro, vai-se a melancolia.
Depois, a lucidez.
E então... Nada.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Você quer certezas? Pois então eu te dou milhares. Eu nunca vou deixar de te amar, e de me odiar. Eu  te aproximo da minha vida, e me afasto de mim mesma cada vez mais. Eu enlouqueço quando você me olha. Me excito com o seu toque. Sinto ânsia de ficar perto de você. Quero morrer quando está longe, ou quando me ignora, ou quando me lembra quão usada eu sou. E, pra completar as certezas que você tanto quer, saiba de uma coisa, meu bem: eu ainda preciso da porra da dor e do pedaço de morte que você, e só você, sabe me proporcionar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um pequeno diálogo

- Fala.
- Não.
- Fala!
- Mas você já sabe.
- Não, eu não sei. O que é?
- Você me deixa  louco.
- Por quê?
- Porque você sabe. Só você sabe.
- Então por que foge tanto?
- Porque eu te quero tanto, que se eu te tiver, tenho medo de não querer mais nada.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aos meus queridos, com amor

Estou tão cansada de receber suas mentiras bem em cima de mim, como se fossem murros a esmagar minha carne. Tão cansada dessa falsidade e dessa ironia... Insensivelmente você mostra suas asas, e esconde os seus chifres. Pobre anjo caído, eu não quero mais te ouvir, eu não vou mais sentir-te aqui. Vou para longe, não quero ser encontrada, e não pretendo voltar.
Não rezes, não peça de volta o que você nunca teve. Não orgulhe-se do que você nunca viu ou nunca soube, não diga que ama aquilo que não existe. Não desconfie de estranhos. Não se inspire na dor. Há tanta coisa que você ainda não sabe... Tanta coisa que não entende. Essas palavras, por exemplo. Posso jogá-las, cuspi-las em cima de ti, que não notarás absolutamente nada. Tomará o seu café, como sempre, depois sairá e voltará apenas no outro dia, e me encontrarás, como sempre, empapada em meu próprio sangue. E por mais suja, por mais libertina e por mais anarquista que eu seja, não mereço morrer assim, sufocada dentro de mim mesma, presa nessa liberdade que me mata todos os malditos dias. Já não importa mais quem está do meu lado, porque me sinto como um fantasma em uma noite escura, sem ter onde me esconder de todos os olhares acusadores que as pessoas de bons costumes e caráter inegável lançam a mim. E, nas poucas vezes que devolvo os olhares, sinto nojo, porque estou ficando igual à você. Mesmo os traços da expressão já são parecidas. Mas tudo o que quero é o passado de volta, a minha inocência e minha tão amada verdade de volta. Não minta mais, não me use mais... Eu não vou suportar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

I'm ready. I'm... fine

Os sentimentos estão aqui, a vontade está aqui, mas as idéias, não.
Como expressar-me, então?
Foda-se, como já ficou provado, ter opinião é pecado capital. Pior do que matar, é dizeres o que pensas, o que sentes. Cansei desses pólos tão opostos, tão extremos. Quero ficar no meio termo. Chega de usar, chegar de ser usada; chega de amigos que só mostram o lado belo das coisas, quando eu só sou horror. Não quero que me perdoe, quero apenas que me compreenda. Não posso mais fingir que estou bem, como todos vocês, que sou como vocês, porque eu não sou. Dói pensar, admitir, mas a mentira nunca me foi preferível. Preciso reaprender a respirar sozinha, a dar valor ao não-estilo, a ser mais indiferente, a amar direito. Eu não quero, e nem vou ser igual à vocês, e eu não tenho o direito de cobrar isso de mim mesma. Não é justo... Por que eu tenho que escolher um caminho só e perseguir ele até o fim, sem sequer espiar os outros? E por que tenho que estar acompanhada quando quero ficar sozinha, e sozinha quando quero ter alguém?
Eu não vou me desculpar por viver... Não vou seguir vocês como uma cabra segue fielmente seu pastor, eu não suportaria esquecer-me de mim. E não quero ser seguida, tampouco. Mudo de caminho e de idéia rápido demais para que qualquer um me acompanhe, e não diga que pode seguir o ritmo, porque não pode. Nem eu mesma consigo seguir o ritmo de minhas vontades. Não fique acusando todos os meus defeitos, eu sou a minha maior carrasca, e me castigo como ninguém. Ninguém me despreza mais do que eu, então não diga bobagens, não me admire, não me siga, não me odeie. Só fique longe, muito longe, até eu sentir falta.
Eu não vou sentir falta.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Aprendendo. E aprendendo, aprendendo...

Passo tanto tempo como observadora que esqueço que eu também posso ser observada. Não que isso vá acontecer. É apenas uma observação. Vejo as pessoas viverem suas vidas, o mais pobre do bairro conseguir alimentar seu filho e se sentir em paz, o mais rico internar sua filha com problemas de álcool e se sentir desesperado. Ouço as conversas berradas ao celular, desabafos no meio da  rua para desconhecidos, mendigos pedindo esmola, vendedores vendendo até o corpo. Ouço e vejo tudo, sem interferir na história, sem alterar seu significado. Sou apenas sua mui humilde contadora, apenas uma sombra no meio de tanta luz.
Mas não dá pra ficar assim o resto da vida... Quero ser a causa mortis, quero me meter em um monte de problemas, amar desesperadamente por dois minutos inesquecíveis, e depois nem lembrar-me de como isso aconteceu. Quero misturar-me na multidão e fazer parte de suas vidas, quero ter a minha vida, quero ter luz. Porque a sombra, a sombra some quando a luz acaba, vira fantasia no meio do nada, desaparece ao entardecer.   E eu, caros senhores desta corte, não desapareço, continuo observando, de longe, todos os passos, todas as falas, todos os olhares, criando minhas histórias, montando meus casais, fazendo minhas intrigas. Continuo invisível, fraca... Equipada apenas com um coração quebrado e uma mente ágil e perigosa, sustentada por fantasmas e um passado que destrói sempre que volta ao presente. E ele sempre volta.
Bem, o de todos voltam.
Então, diga-me, qual é a sua história? Grite, vamos lá, sou sua ouvinte, a mais atenta de todas, a mais parcial, a mais fiel. Conte-me tudo, e eu contarei a todos, do meu jeito, do meu olhar.
Está pronto para se arriscar?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desert Song

Bem depois de tudo, nos mentiremos outro dia, e apesar de tudo, nós acharemos algum outro modo para continuar através de cartilagem e fluído. E você veio para olhar, ou lavar o sangue?
Bem hoje à noite chegará algum dia? você fica gastando o resto de seus dias balançando só para o morto, enquanto eu posso te ver acordado qualquer hora em minha cabeça.
Então todos nós caímos?
Das luzes para o pavimento, da van para o chão, dos bastidores para o médico, e da Terra para o necrotério... Bem, todos caem, no final de tudo

domingo, 9 de janeiro de 2011

Uma mancha que nunca sai do lençol

Que vontade de te ter aqui de novo... sentir seu peso morno em cima de mim, ouvir as batidas do seu coração, te olhar até cansar, sentir o cheiro da sua pele, te tocar, ser tocada por você. Que vontade de ouvir você falar bobagens, e te beijar só pra você calar a boca, e rir depois. Que vontade de poder dizer "eu te amo" bem perto do seu ouvido, e de pensar na dor que vai vir depois, quando eu sei que não ouvir isso de você. Que vontade de te apertar inteiro, te morder inteiro, de mover montanhas por você. 
Mas no fundo eu sei, eu sei querido, que eu quero a dor que me causas o tempo todo. A dor que me causa quando me despreza, é o que faz com que eu busque você. A dor que eu sinto quando te vejo com outras é o que me faz querer ser a única. Como é bom ser odiada por você, meu amor. Como é bom eu me odiar por você.
E então eu busco mais, e mais, e mais. Chego ao ápice, enquanto você só observa. Sente seu poder. Aproveita-o. Joga-o em mim. Faz de mim o que quer, e eu quero que você mande tudo. Preciso cada dia mais da dor que você me proporciona, preciso cada vez mais dessa agonia gigantesca que me consome quando estamos juntos. E preciso do medo, de te perder, e de ter você. Me dê toda a dor do mundo... Me faça querer nunca ter nascido, me faça querer morrer sucessivamente, por dias e dias, não deixe o efeito passar.
Então, consegue ver o quanto eu amo você?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E então, o dia finalmente chega! A marcha nupcial começa a tocar, mas para ele, era uma marcha fúnebre. Ela entra, deslumbrante em um vestido branco de cetim, e sorri pra todos, com indulgência. Ele, a máscara da morte, também sorri, de ódio. Ela olha para frente, para ele. Manipuladora. Vingativa. Enquanto todos dormiam, ela, somente ela, conseguira vencer, enganar a todos. E ele, tão solitário em sua dor, não percebera tal fato. E, tampouco, não viria alguma bela heroína salvá-lo, aquilo não era um conto de fadas, era o fim da sua vida, era real.
E todos se perguntavam, por quê? O que buscas, jovem rapaz, traçando caminho direto à dor? O que esperas com seu sacrifício?
Diga, diga em voz alta, grite, solte seus pulmões.
Se ao menos todos soubessem, se ao menos ele próprio soubesse... Poderia atirar-se de uma vez naquele penhasco. Mas o penhasco dentro de si próprio era profundo demais, e não havia como sair dele para mergulhar em outro. Paranóia. Era o placebo de novo, piorando tudo, tornando as coisas mais intensas do que o normal. Espreitava paredes à procura de coisas que não existiam, corria contra o tempo, sem saber porque estava com tanta pressa. Fugia de vozes que eram mudas à todos os outros, sangrava cortes que não estavam abertos. Hemorragia interna, é o que diziam. Ela dizia que era loucura. Ele dizia que eram sonhos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Eleven

Queria chegar a lugar nenhum, me afogar nos braços de ninguém, e me preencher de nada. Queria dormir no limbo, sussurrar para surdos, mostrar-me para cegos. Queria fazer uma lobotomia e tirar todos os meus sentidos, queria não ter coração, queria não ter corpo. Queria olhar ao redor e ver mais do que essa maldita hipocrisia.
Mas não há nada além dessa hipocrisia.
Então, o que ainda estou esperando?
Tenho a arma.
Tenho as balas.
Tenho a coragem.
Por que ainda estou aqui?
O pensar, o pensar me enlouquece. Não consigo suportar a ideia de ficar longe dos meus pensamentos, das minhas ideias. Não aguento pensar em não pensar. Preciso pensar, pensar me faz respirar, pensar me alimenta. Preciso de ideias, preciso ter certeza que elas existem, preciso delas aqui. 
Se ao menos eu tivesse a certeza que elas não me abandonariam, se eu apenas soubesse.
"Pequena covarde, pequena covarde, você foge do seu destino, você foge da sua paz, hahahaha"
Inferno maldito, eu não consigo suportar, eu preciso de ar, eu preciso não me salvar. Preciso queimar meu cérebro, derretê-lo, fazê-lo sentir um pouco do horror que ele me faz sentir o tempo todo. Quero-o morto, dilacerado, espalhado pelo chão.
Depois, quero cada nervo fora de mim, e longe, para não cair na tentação. Não quero movimentar-me, as ideias não precisam de movimentos, apenas existem, como um todo baseado no nada.
E agora, eu posso ter o meu nada?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

... And did it my way



E agora, o fim está perto
E então eu encaro a cortina final , ha ha ha
Sua buçetuda, eu não sou um viado
Eu explicarei minha causa, do qual eu estou certo

Eu vivi uma vida que foi cheia
E cada e toda estrada
E ainda, e muito mais do que isso
Eu fiz do meu jeito

E sim, eu tenho tido um pouco
Mas então de novo, muito pouco para mencionar
Mas descubra, o que eu tenho de fazer
Eu vi tudo até o fim sem nenhuma devoção

Daquilo, tenha cuidado e só
Seje cuidadoso ao longo da estrada
E mais, e muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Houve vezes, Que eu tinha certeza que você sabia
Que não havia porra nemhuma para fazer

Mas até o fim de tudo , Quando havia dúvidas
Eu gritei, ou chutei pra fora
Eu lutei na guerra,e no mundo
E fiz do meu jeito

Chapado na cama ontem à noite
Eu tenho tido meu abastecimento, minha divisão de roubos
E agora as lágrimas diminuem
Eu achei tudo tão divertido

Pensar, eu matei um gato
E eu posso dizer, oh não, não é o seu jeito
Mas não, não, não eu
Eu fiz do meu jeito

Para quem é um moleque, O que ele tem conseguido
Quando ele encontra o que não pode
Dizer as coisas que ele realmente pensa
Mas apenas as palavras, Não o que ele sente

As gravações mostram, Eu não tenho roupas
E eu fiz do meu jeito

(My Way, Sex Pistols)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A personal list

- As dez melhores coisas de 2010:


1-Amanda Marton, Rafael Henrique, Lucas, Candy
2-Gaby, Alê, Gui, Kevin lesado, Plank
3-TÂÂÂÂÂÂÂÂNIA, tanto tempo desperdiçado, enfim crescemos!
4-Ter o Guilherme de volta
5-Felipe, Andréa, Miriam, Eduardo e Natalia
6-Arrumar um emprego
7-Conhecer a galera da Etec
8-Aceitar a verdade, poder seguir em frente, finalmente. 
9-Mais um ano com a minha Milena, o meu João Vítor, o meu Nicolas, os meus amigos do Nagib, Carol, e ter a certeza de que nos próximos anos eles vão continuar comigo
10-Ter o meu vô perto de mim.


É, 2010 foi um saaaaaco, um inferno, uma merda, a maior parte do tempo, mas vocês superam tudo isso. E em 2011, vão estar comigo, o tempo todo, porque não tem um dia em que eu não acorde por vocês, e só por vocês. Obrigada por tudo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

The Jetset Life Is Gonna Kill You

Estou precisando de uma dose de loucura. Aliás, uma dose farta, nada saudável. Fechar os olhos, abrir a mente e divagar. Hm, só o pensamento já me faz sorrir, maliciosamente, deliciosamente. 
Então.
A noite.
Começa.
Um som, um piano violento ao fundo, um copo de vinho, nosso sangue ruim junto, transmutado, alterado. Se aproxime mais, não fique acanhado, tome um gole de vinho. Sussurre em meu ouvido o que eu quero ouvir. Me peça. Se dê. Me puxe, me jogue de lado, recomponha-se, onde estão seus bons modos?
Ah, a idade da inocência, tão acesa em seus olhos, tão forte em cada ação. Vejo as gotas de suor brotarem em sua testa, e suas mãos querendo se mover, querendo me pegar novamente. Vejo de soslaio seus passos chegarem perto, te sinto, sua áurea, tão intenta, seu desejo mascarado de vergonha, sua voz embargada de emoção. Não se aproxime, não será bom, essa doença está nos matando. 
Não vamos ficar longe nunca?
E se tudo o que eu mais quiser, eu não puder ter? E se quisermos tanto um ao outro que, de repente, nada mais vai ter sentido, e pereceremos? Você aceitaria seu pedaço de inferno, como aceitei o meu?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu quero tudo..

Sozinha, completamente bêbada, no meio da chuva
Busco motivos pra terminar essa garrafa, que já está quase no fim
Escuto o seu silêncio berrar nos meus ouvidos
Palavras que já não fazem sentido pra mim

Sinto no escuro você tocar meu corpo
Me derreto nos seus braços, esqueço tudo ao redor
Sou sua boneca, seu escudo, seu futuro
Enquanto você vê minha verdade, eu quero tudo

Te amo loucamente, te escondo em minhas mãos
Te busco no inferno, esqueço do seu perdão
Porque seus erros são melhores, são mais vivos e intensos
Eu me perco nesse espaço, te desejo por inteiro

Me faça sentir, me dê toda a minha dor
Me faça sangrar, me faça fugir
Me faça amar, me faça querer, me faça matar
Me faça morrer

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Das falsas orações

Não, eu não estou paranóica quando digo que estou longe de você. Não estou drogada quando digo que isso não tem futuro. Nem sequer estou bêbada quando digo que você não tem mais salvação.
E então, o que vai ser, hein?
São apenas dias.
Apenas vidas.
Apenas eu.
E o que faremos com essa informação?
Escutemos a palavra sagrada, escutemos apenas; Deixemos de lado todo nosso falatório sem sentido, escutemos, senhor, suas palavras tão indignas de atenção. Belas palavras mentirosas, bela manipulação alheia. Nos diga o que esperar amanhã, faça nossa vida à seu gosto, somos seus bonecos, seus escravos, mande-nos, faça-nos, nos mostre nossa destruição. Nos cale com sua força, nos mate com seu poder, nos ressuscite com sua glória. 
Me mostre onde a verdade significa mentira, me mostre seus doces olhos vazios, me deixe vazia também. Mostre-me toda a dor existente no mundo, me mostre todas as desgraças, todas as infelicidades. Passe-as todas para mim. Livre o mundo de todo o mal, amém.
Cada dia mais ridículo, cada dia mais hipócrita.
Quem é o seu senhor?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É.

Não quero mais ser seduzida pelas palavras. Elas sempre me alcançam, não importa o quanto eu fuja. É insuportável vê-las o tempo todo, saber que mesmo as palavras erradas sempre rimam, numa rotina que vai até o fim dos tempos. Não quero que elas escrevam mais como me sinto, não quero que ela mostrem como penso, não as quero, pura e simplesmente assim. Não quero lê-las, não quero falá-las, não quero pensá-las, não quero senti-las. Quero que ela morram, ou que eu morra, mas sem elas a ditar minha morte, meu epitáfio, meus breves anos aqui na Terra.  Deixe-as longe de mim, porque em todo esse maldito tempo, elas só me machucaram, formando seus exércitos de frases mortais, gritando no meio do silêncio verdades mentirosas. Dando-me doenças e tirando-me escrúpulos, caindo dos meus sonhos mais loucos para essa droga de mundo real que elas construíram. Eu odeio as palavras. Cada uma delas. Quero torturá-las, fazê-la sentir dor, causar todo o tormento que me causam todos os dias, todos os minutos. Quero calá-las, abortá-las, eu... já não sei mais o que falar.
Malditas palavras, que me abandonam quando preciso delas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Divagações

Silêncio da noite, sensação de segurança tão falsa. Tantos sonhos jogados fora, com palavras ditas a esmo, com ações gritantes e perturbadoras.
Existe algum remédio que cure esse tédio gigantesco?
Pensar, pensar, pensar. Tão assustador, tão atraente. Enquanto todos dormem e fingem descansar, brinco com minha insônia, cometo pecados, escuto no escuro você sussurrar-me o nome. Tão doce e delicado, tanto desejo e respeito num único sentido, tantas frases nesse olhar vazio e relaxante. Os dias arrastam-se conforme minha agonia, as dores ficam mais fortes, eu esqueço de quem sou.
Eu.
Não sei.
Quem sou.
Quem é o louco agora?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Constatação

Por que eu tenho tanta fome, tanta sede de você? Desde o começo, todo tempo do mundo nunca foi suficiente. O desejo corrói minha alma, com labaredas gigantescas. Me mato de vontades pouco atendidas, respondo no escuro do meu inconsciente o que a luz não me deixa refletir. Engulo frases, solto lágrimas, prendo sorrisos e desaforos, na esperança de que um dia você enxergue o meu sacrifício. Descubro notas onde não há nada além de vazio, encontro cantos na calada da noite, escrevo sonetos na escuridão da morte. Tudo por você, com você e para você. Minha eterna chama apagada, meu sonho mais louco e possível, meu infinito particular, minha esperança no meio da descrença. No topo da insanidade escrevi teu doce nome, e sussurrei aos anjos que o protegessem. Sem inspiração, sem fingimento, mergulho mais uma vez em teu corpo para relembrar-te o que nunca esqueceste: eu amo você.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Savior

É incrível, absurdamente incrível, como pequenas ações falsas podem mudar vidas inteiras. Estupidamente perverso que palavras ditas sem pensar possam ter consequencias catastróficas, matar, doer, machucar. 
O que está esperando para dar sua cartada final?
Seus joguinhos de poder me cansam, me irritam, me entediam. Cada passo em falso que você dá, cada palavrinha dita com um amor mentiroso, me faz querer vomitar. Cada dia passado com você, cada minuto ouvindo sua voz irritante, céus, que vontade de morrer, de matar.
Sinta a dor de cada pessoa que está do seu lado, sinta todos os cortes, todo o prazer falso que isso te traz. Seja escrava do seu mundinho, Mate todos, mate-me, mate-me, mate-me.
Tão escuro quanto uma noite sem luar, tão clichê quanto esta frase, você se joga em todos os lados, ignora todos os sentidos, finge ser outra pessoa. Todos os cortes que carrego, todas as dores que suportei, até hoje, não se comparam com tudo o que você já fez. Escuto em silêncio sua voz sussurrar mentiras, tão doces e ousadas que apagam tudo ao redor. Suas mãos nas minhas, seus lábios encostados aos meus.
"Eu te amo."
Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
Tudo se apaga, de novo e de novo e de novo.
Uma canção arrebatadora, o último ato de nossa peça, o fim de toda uma era. Da nossa era. De mim.
E eu cairei, de novo, até te mostrar.
O que.
Eu sinto.
De verdade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Felicidades.f. Estado de perfeita satisfação íntima; ventura. / Beatitude; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação. / Circunstância favorável, bom êxito, boa sorte, fortuna: ele teve a felicidade de escapar do desastre.






É quando percebo que sou uma analfabeta, pois não tenho a mínima noção do que isso significa.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sem sentido

[...]
Tudo o que cativei
Todo o meu fascínio por destruição
Todas as tentativas infrutíferas de ser feliz
Tudo se foi... Assim como todos os sentidos

O que não entendo é como pude abandonar a morte
Minha e tão minha amada morte
Por algo tão vazio, algo como a vida.

Pois você me acha patética
Pois me abro inteiramente com você
Mas não acharia se esse poema
Você parasse pra ler

Faça-se de superior, ganhe-me com seus argumentos
Sempre adorou me fazer de babaca
Ganhe esse debate, termine com seus tormentos.

Mas a verdade
É que lá no fundo... Você é tão sujo quanto eu

sábado, 27 de novembro de 2010

Um último suspiro

Saudades de quando eu não era nada, de quando o dia ainda me importava, de quando eu tinha coragem. Saudade de quando covardia era sinônimo de piada, de quando tudo era verdade, mesmo na ficção. Saudade dos sonhos realizáveis. Saudade de saber o que fazer. Saudade de ser importante, mas não ser destaque. Saudade do amor simples. Saudade de não ter essa vontade compulsiva de escrever. Saudade de ser mais honesta. Saudade as crônicas, e não dos romances. Saudade de ver o Jabor na TV. Saudade de ficar a tarde toda lendo Luís Fernando Veríssimo. Saudade de achar que um dia eu teria o talento deles. Saudade de não sentir pena de mim. Saudade de mim mesma. 
Em que esquina perdi o pouco de humanidade que ainda me restava?
Acho que você é o fim de tudo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Can you feel my love buzz?

Muito, muito fácil ficar sozinha. Esconder-me? Brincadeira de criança. Formidável ver como essa cena piora pouco a pouco e faz com que eu perca. Tudo de novo. Por que não coisas diferentes, por que ficar martelando na mesma pulsação de dor?
É um alívio saber que posso seguir em frente, mas desesperador não saber se vou conseguir. Causticante não saber se quero seguir. Fiquei vendada por tanto tempo, que a luz não me reconhece mais. Sou uma total estranha de novo, uma deficiente tentando me habituar com a nova situação.
Disseram-me, então, que parecia que eu havia saído de um enterro. Devia eu ter matado a dor em mim? O enterro era meu? Minhas ações, meu corpo demonstram isso. Eu estou em paz. Mas isso não é real, e logo vai passar. A dor, a dor sim era verdadeira, e esteve comigo por todo esse tempo. Por que abandonar minha única e mais fiel amiga agora?
Sentidos aguçados demais, olhos abertos demais, coração parado demais. Você pode sentir meu amor zumbir?

domingo, 21 de novembro de 2010

Estou aqui, diante de uma folha de papel, com tantas idéias que não sei como descarregar. Sem saber como dizer a verdade, como ouvi-la. Amar e destruir são verbos tão semelhantes que eu poderia dizer que são a mesma coisa. Ou, então, uma sucessão de acontecimentos. E também, ambos dizem a mesma coisa: nada. É sempre vazio, sempre supérfluo, sempre egoísta. Disseram-me que sou uma folha em branco, mas talvez eu prefira assim, talvez eu queira que cada um escreva a sua história, e não conheça a minha. Talvez eu não tenha uma história. Sou formada de esperança, e sobre isso... sobre isso não há o que dizer. São só incertezas, todo o tempo, e isso muda. Ou talvez eu seja igual à todo mundo, e vejo que ninguém nunca tem nada a dizer. São todos folhas em branco, esperando por outras histórias, sem conseguir. E seria tão mais simples se simplesmente  soubessem ver a verdade, se quisessem ver a verdade. E novamente, sou como todo mundo, e me deixo levar por palavras vazias, no calor da emoção. E tomo doses e mais doses de nada, me preencho de vazio, e acho que está tudo bem ficar assim. E as coisas vão continuar assim, porque sou fraca demais para ficar presa nisso, mas fraca demais para seguir em frente. Desejo não é o mesmo que necessidade, amor não é o mesmo que mentira e você... você não é quem eu pensava ser.
Idéias, idéias. Quantas delas serão necessárias para escrever alguma coisa decente?

sábado, 20 de novembro de 2010

Protect me from what I want

Às vezes eu queria não gostar tanto de sentir dor. E tudo porque sou fraca, eu não aguento muito tempo, e sempre perco meus próprios jogos, sempre me perco dentro da minha mente. E não importa o quanto eu caia, eu sempre vou querer cair mais. 
Quando o vício vira doença?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Voltando para o lado errado da força

Esta noite eu sou meu próprio Deus, e vou cuidar de mim. Esta noite vou sair, me distrair, esquecer. Com um copo numa mão e um cigarro meio apagado na outra, vou brincar de morrer, vou me satisfazer sozinha, vou ser meu próprio prazer, só cérebro e nervos, nada de coração. Músculos trabalhando juntos, harmonia perfeita, respiração ofegante, sem parar, sem parar.
Nada de violências contra o meu corpo, não hoje; Estou liberta da minha bolha particular, estou vendo tudo claramente.
É estranho, sentir essa cegueira desanuviar; ou então, sentir-se tanto tempo isolada, ficar tanto tempo isolada, que agora, são tantas coisas pra ver, tantas novidades. Mas todas supérfluas. Só uma interessa, assim como só uma pessoa interessa, no mundo todo, no universo inteiro, na minha vida. É tão egoísta que fica até engraçado.
Veja bem, é muito tempo de desligamento. Não se pode recomeçar de onde parou, é impossível.
E um novo futuro, poderia ser feito?
ESPERANÇA ESTÚPIDA! ME DEIXE AQUI SOZINHA, ME DEIXA SOZINHA COM O MEU PRAZER, EU SOU MEU DEUS, EU FAÇO COMO QUERO, NÃO PRECISO DE NINGUÉM.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Take me out

Existem dias em que tudo te machuca: falar com a melhor amiga, ouvir as novidades, sair, beber uma cerveja no bar, ver casais apaixonados, ver tv. São aqueles dias em que a agonia toma conta de tal modo que, pra fugir disso, você corta cada pedaço escondido do seu corpo, pra ver se sente alguma dor diferente.
A resposta? Não, você não sente. Aliás, quando a dor dentro de você atinge esse nível, você não sente mais nada. O fogo é mais forte do que tudo, e você sente tudo queimando, o tempo inteiro, até a agonia passar e você continuar sua pobre vida normal. Mas eu estou tão cansada de vida normal, que honestamente, prefiro essa dor insuportável o tempo todo. Ela é tão, tão real, que eu me sinto viva, me sinto... nem eu sei. Eu estou aqui parada há tanto tempo, que qualquer coisa intensa é bem-vinda. As coisas que vejo são tão ilusórias, eu sou tão paranóica o tempo todo, que nem mesmo sei se você é real, se eu sou real. Papo filosófico, esse. Nada de filosofia também, estou cansada demais pra ter uma conversa normal.
Quando eu vou voltar a me sentir de verdade? Quando a cegueira dos meus olhos irá desanuviar, quando eu vou deixar de viver numa doce mentira?
Acho que nunca. Cada célula minha é formada por mentiras. Então, não acredito que isso vá mudar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Vazio

O amor é tão cômodo! Muito mais fácil não esquecer o velho, o que não volta mais, do que aventurar-se em algo desconhecido. Facílimo congelar o tempo, ficar no mesmo ponto parada até a morte, porque você sabe exatamente o que vai acontecer. Um pouco de dor, certo masoquismo às vezes, um sexo barato num fim de semana estressante. Depois, bye bye, até outra esquina.
Nada surpreendente, não?
E, aqui, eu falo de todos, e todos fazem exatamente isso. Porque para o prazer e o amor, você sacrifica a tristeza, mas é perigoso demais, a felicidade é um monstro de muitas cabeças, que vai te dar o bote na primeira oportunidade. Não dá pra confiar, não é mesmo?
É incrível como alguém pode romper seu coração, no entanto, segue amando-o com cada um dos pedaços (que não são poucos). Não importa que você negue diante todos, sentir dor é sim mais fácil, é mais covarde sim, do que seguir em frente. E é exatamente isso que você, que eu faço. Ignoramos a verdade por completo, ficamos presos em nossa bolha particular, e não nos importamos com o que está lá fora, simplesmente porque não há nada la fora. Nada para anjos caídos, nada para a decadência. Estamos todos com as asas quebradas, consegue ver isso? Estamos todos mortos em vida, todos sem nada para dizer.
Esse texto é sobre nada, minha vida é sobre nada. Você é um nada.

sábado, 13 de novembro de 2010

Cogitação

Se eu morrer agora, se eu presentear-me com ela, a dor continuará, ou eu poderei enfim ter paz?
Ficar sem você dói mais do que mil queimaduras pelo corpo.

domingo, 7 de novembro de 2010

Anarquia

Hoje vou escrever um texto diferente, fora do padrão. Nada de suicídio, loucura, dor. Sem ficção, chega de falar das outras pessoas, hoje vou falar de mim. Ainda estou pensando se vou publicar isso, provavelmente não. Não estou afim. Aliás, não estou afim de fazer nada além de deitar na minha cama, e dormir até segunda-feira, quando a rotina insuportável começa de novo. Até quando vou ter que fazer o que é necessário, não o que desejo? Quando os meus sonhos serão prioridade? Eu vejo todos esses adolescentes presos numa fila, um seguindo o outro, nada de originalidade, nada que as faça respirar, viver, pulsar. Quando a sociedade voltará à sentir alguma coisa verdadeira? E ainda me perguntam porque escrevo ficção! Como se o mundo não vivesse numa ficção eterna, esperando que o que acontece nos filmes, nas novelas, se torne real. SEJA real, não espere nada cair do céu, vá atrás de seus sonhos. Nada do que acontece nas telas, nos livros, vai acontecer de verdade. Acho podre toda esse egoísmo, em que silicone vale mais do que cérebro. Ou pior, quando nada mais vale. Obrigada, caros cidadãos do mundo, por matarem por uma pedra, por uma moeda sequer. Obrigada, por matarem o planeta com seu capitalismo maldito, por esquecerem o que é a vida de verdade, por deixarem o pior para a minha geração, e para a próxima. Que tudo vá para o inferno, que todos vão para o inferno, sem hipocrisia, que venha alguma coisa real agora. Que o sentimento seja real, ao menos. Chega de corações de plástico, de vidas artificiais. Eu quero sentir sangue pulsar sob minhas veias, quero ver olhos brilharem, quero sentir a emoção emanar aos montes. Quando é que todos esses meus sonhos vão sair da lista de espera? Não quero ser só mais uma na multidão, e, quando chegar ao fim, não quero me arrepender de tudo o que fiz, e do que não fiz. Eu NÃO vou me arrepender.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Faça seu coração parar e esqueça de todo o inferno. Estupidamente falso, busque motivos para sentir dor. Sinta o prazer ao corta-se por inteiro, sorria, sorria, sorria.
Dor... Qual o sentido de tudo isso? Tanta intensidade na droga desse sentimento, tão estúpido sequer pensar que isso não vai ter um fim violento. Qual é a sensação de ser feliz? Não alegre, mas feliz, em paz. Que inferno todo é esse? Ora, faça-me o favor, quem sente-se assim de verdade? Quanta hipocrisia! Quem disse que um erro, um único maldito erro, pode condenar e acabar com uma vida? Ou melhor, e se não houver erro nenhum, apenas uma imaginação criativa? Kafka se orgulharia de tal fato, com toda a certeza. E ainda conseguiria fazer um belo final épico para toda essa trama. Com direito a muita agonia, confusão e ódio. Ou revolta. Ou ambos. Tanto faz, como o assunto foi se estender tanto?
Vai ver eu fui amaldiçoada, esquecida dentro do meu inferno particular. Ou talvez eu tenha sido abençoada, mas recusado, tornando-me assim uma excluída, um nada na sociedade. Sem escrúpulos, me entrego a todos esses desejos insanos, esquecendo de mim mesma no processo e mergulhando nesses sonhos perturbados que me fazem delirar, e nessa febre imensa de culpa e rancor eu caio, caio, caio...

domingo, 31 de outubro de 2010

Condenada por um erro.
Toda a eternidade.
Quando todo esse sangramento começa?
Toda essa sujeira jogada aos olhos
Sem proteção, sem um caminho para voltar
Algo que faça tudo valer à pena...
Inferno, todo esse fogo me atingiu
Toda essa mágoa me perfura, eu não quero mais sentir, eu não quero mais sentir
Tão estúpido, um único tiro resolveria isso
Mas a covardia me impede até de ser covarde
Essa barreira de dor me impede de ver o mundo
Há quanto tempo, já nem sei mais
Perdia a noção das horas, dos dias
Quanto disso é possível suportar?
Coração partido, tão clichê e real
Dois pólos opostos querendo ocupar o mesmo lugar,
duas meias-verdades, duas mentiras, duas partes de um coração dividido em milhões de pedaços.
Droga de sentimentos confusos,
droga de cabeça que não sabe o que quer
Inferno! O que diabos eu quero?
O que diabos eu sou?

sábado, 30 de outubro de 2010

Quão masoquista uma pessoa pode ser? Quanta dor, por quanto tempo ela é capaz de procurar, e suportar dor?
Dúvidas, dúvidas. E eu penso, novamente, nada que um pouco de sangue não resolva. Impossível não acreditar que exista um pouco de inferno dentro do céu. Impossível não sentir cada marca, cada maldita lembrança.
Tão difícil resistir a esse pequeno sacrifício... Quantos erros divertidos, sedutores, excitantes.
Tão... doloroso.
É hora de recuar? Hora de seguir em frente, como uma bela covarde, e deixar o passado inacabado para trás?
É hora de fingir?
Sentimentalismo estúpido. Um dia, não sentirei absolutamente mais nada.
...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Monocromia violentada

Um pouco de sangue, um pedaço de vidro, uma alma destruída.
Risos, risos, risos.
Finalmente liberta, nada de sonhos vazios ou falsas esperanças.
Enfim, a verdade.
Ela olhou-se no espelho. O que viu, foi só vazio.
Mas tanto vazio assim?
Quem ela estava enganando? O que tinha era só um corpo dentro de um mundo maldito! Oh, é realmente muito caridoso mentir para uma pobre garota, ver em seus olhos ela realmente acreditar. Ensiná-la a contar suas próprias mentiras,como um livro que deve ser lido página por página, bem devagar.
(Eu não vou parar de morrer. Não vou parar de mentir. E se você quiser, continuarei chorando. É pra isso que você sempre me quer?)
E agora, essa morte sozinha. Vazia. Exatamente como ela queria.
Já não sentia mais dor, nem paz, nem nada. Absolutamente nada.
Nada, nada, nada.
(Eu quero ver como são as suas entranhas, aposto como você não é bonita por dentro. Eu quero salvar seu coração, e quero ver como suas entranhas podem ser.)
E ela se destruiu e se reconstruiu, e todas as vezes, por todos os anjos, foram tão inúteis... Oh, um pedaço de carne jogada aos leões, negligência, solidão. 
Mas como ela poderia esconder tantas cicatrizes?
(Divirta-se com seu nada, divirta-se, yeah.)
Vazio no começo, e no fim. Quanta desordem.

domingo, 10 de outubro de 2010

Inside myself

Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, canções que me comovem, paixões que já nem lembro, perguntas sem respostas, respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não conheço. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
[Martha Medeiros]

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uma biografia

A rotina volta, com força total. Mais um dia normal: trabalho, escola, casa...
É tão absurdamente monótono que chega a ser reconfortante. De um modo deprimente, mas ainda assim consolador.
  Uns dizem que é pessimismo, outros, realismo, e alguns até mesmo drama. Mas a verdade é que eu sonho, o tempo todo. São pequenos delírios enlouquecedores, tiros no escuro, um mundo desconhecido e incolor. A imaginação começa nos olhos, continua no sorriso e é concluída nas mãos que seguram esta caneta, que escrevem bobagens sem parar. E os olhos, que inicial esta parábola, são distraídos, e procuram respostas em detalhes insignificantes. Criam escudos para o coração, que tenta à todo custo se manter longe dessa guerra diplomática, sem saber que é só mais um beco sem saída...
É uma dívida paga todos os dias com juros altíssimos. Um pouco de dor insuportável, um pouco de agonia, não é suficiente por tudo o que foi dado antes, por tudo o que foi concebido.
Bênção?
Maldição?
Um terrível engano, talvez. Enquanto peças contraditórias se encaixam, o mundo explode, sacaneia, desgraça. Deus ou o Diabo, anjo ou demônio, que diferença faz? Tudo se mistura, vira um só e busca vingança, ah, a doce vingança, que entra por debaixo das portas, atravessa as paredes. Uma fissura, seguida de alucinações, loucuras e desejos há muito enterrados, saem à escuridão da noite para se satisfazerem, tanta dor, tanto prazer, oh...
Mais um texto distraído.
Quantos mais até eu aprender?

sábado, 14 de agosto de 2010

Make me feel baby, make me feel

Ela é tudo o que você mais ama, e tudo o que você mais odeia. São dois pólos opostos que te enlouquecem, que te excitam. Ela é sedutora e carinhosa, infiel e mentirosa, amante e traidora. Ela faz você pedir por mais, faz você subir pelas paredes, te deixa sem ar. E então ela te corta, te magoa, machuca, some. Esconde seus segredos por trás dos olhos, te faz imaginar horrores, te esquece com facilidade. Um objeto. Usado como e quando ela quer. E, no fundo, você ama esse poder, ama obedecê-la, oh, eu sei disso. Ela te faz perder a cabeça, te faz coisas que nenhuma outra mulher fez, não te nega nada. Sussurra no seu ouvido que o ama. Você a deseja, ela te enoja. Tã complicado, tão tentador, tão delirante. 
Esqueça todas as suas definições de paraíso, baby, ou de inferno. Ela é tudo isso pra você.

domingo, 1 de agosto de 2010

Sea change... She strange...

-ESPERA!
Ela gritou, ele ouviu e parou. Não olhou para trás, mas ela teve a certeza que ele ouvia. A dor que emanava dele era visível, quase como fumaça. Qualquer ato ou fala poderia desabar tudo, destruir toda a estabilidade de uma vida.
-Eu sei como é.
-Não, não sabe não!
Agressivo, impulsivo, irônico, bêbado. Péssima combinação.
- Ah, eu sei sim. Você sente que vai morrer sangrando de dor. Sente que já caiu,que não tem sentido em nada do que vê. E isso não vai passar. Nunca.
-O que você sabe sobre isso? Você é uma covarde! Acha que essas palavras vazias vão ajudar? Pois não vão. NÃO VÃO.
Calma, muita calma.
- Eu realmente, realmente sinto muito que tenha que passar por isso. Você não entende...
- O que é que eu não entendo? Eu não sou você. Não vou cometer os mesmos erros. Eu vou encarar, eu vou aguentar.
-Não, você não vai! Pode falar isso agora, mas não vai ser forte; ninguém é tanto assim.
- POIS EU VOU SER!
Ela chegou perto. Tirou uma faca do bolso. Cortou seu pulso.
-Me diga, agora: O que dói mais?
Ele não respondeu, mas ela já sabia a resposta. Tantas lágrimas desperdiçadas, tantas decepções guardadas, tudo jogado na rua, para todos e para ninguém. Quem poderia entender? Ninguém! Nada é paralelo, nada tem conserto. Um coração quebrado não ´pode ser reparado, não importa o tempo. Aliás, o tempo é aquilo que nos mata.
E ele chorou. E falou. Gritou tudo o que precisava, xingou todos os deuses do universo, crucificou-se, culpou-se, culpou-a. Entregou-se à dor sem dela precisar, sem conhecer totalmente as consequências. Mais um desesperado no mundo, mais um peso morto, alguém que dorme com a esperança de não mais acordar. E não importa quantos cortes ele faz, não importa quanta dor física ele tenha, ela nunca é suficiente. Nada nunca é suficiente.
Já é hora de morrer?

sábado, 31 de julho de 2010

Não há nada de concreto entre nossos lábios. Só um muro de batom e frases sem fim... Tudo se divide, todos se separam, nada é como parece ser. A diferença é o que temos em comum, como água e óleo, como sal e vinagre. Holofotes nos meus olhos, cegam mais do que iluminam. O escuro seria preferível, assim como o ódio é preferível à pena, ou a morte imediata é preferível à dor. Ninguém aqui está contente, ninguém aqui é culpado, ninguém aqui é inocente. Tanto que eu tinha pra falar, tanto que eu ouvi. Nem caiu e ficha, e já caiu a ligação. Eu estou esperando por uma resposta concreta, algo que me faça seguir em frente, algo que me faça matar, e morrer. Uma conclusão palpável, visível aos olhos. Entre raios e trovões, terremotos e vulcões, eu continuo respirando, continuo toda cortada por você.
Mas quem sabe... quem sabe eu inventei você, do jeito que achei melhor. Mas esqueci que era vida real. Não tinha crédito final.

domingo, 25 de julho de 2010

Espere até a última gota de sangue escorrer dos olhos e pise fundo nesse acelerador.
Esqueça todas as lembranças boas, prefira as ruins.
Busque conforto em facas e canivetes, em venenos e cigarros, repita tudo de novo.
Um drinque, uma dose de heroína, seja covarde.
Cutuque todos os machucados com bastões em brasa, marque-se por inteiro, como um boi que vai para o abate.
Escreva seu nome no livro-negro da morte, sinta o câncer dilacerar seu pulmão, beba muito café, beba muita vodca.
Mate-se, mate-se, mate-se.
Pulsos sangrando, tudo tão clichê. Olhos que matam, mesmo sem querer. Escudos que movem-se contra o protegido. Lábios de sangue, anjos caídos.
Como num pequeno diálogo:"Você tá se matando!", "Então me deixa morrer."
Falas desconexas, pensamentos impulsivos, gritos lacinantes.
Prove-me que estou errada, sempre escondi os meus erros. Me faça de idiota, termine com seus tormentos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

You're so tired, but I can't control myself

Uma lata de cerveja me faz companhia numa noite solitária. Como a boa covarde que sou, vou sentindo este suicídio masoquista, enquanto tento acender mais um cigarro, outro pedacinho de morte.
Talvez um café?
Não, nada de cafeína.
Um chá, talvez?
Céus, acho que preciso dormir.
Um sorriso maligno toma conta da face no ato da escrita, como se um exorcismo estivesse prestes a acontecer. Mas nem todos os demônios do inferno, ou todos os anjos do céu, me fariam mudar de idéia agora.
Deus, Diabo... Tão sedutor.
E se eu ouvisse o que você tem a dizer? Você iria embora, me deixaria, ou insistiria nessa mentira? Buscaria prazer no ódio, na dor, tão intensa e louca, tão movimentada nessa noite, cheia de adrenalina e de nada pra dizer?
Tão cheio de vazio, tão cheio de...
Oh, são riscos a correr, você sabe. E é tão gostoso ficar preso nessas ilusões, tão irreal e tentador.
Entregue-se a mim querido, como um bêbado se entrega à bebida, como eu me entrego à escrita, meu vício irreal. Tantas palavras perdem-se enquanto penso, tantos pensamentos atropelam uns aos outros, tanta coisa pra viajar, tanta coisa pra esquecer...
Desabar...
Escorregar nessa faca de dois lados, escolher o errado por acreditar, não que é o certo, mas que é o prazeroso... Entregar-se à essa loucura descomunal, sem pensar, mergulhar de cabeça num erro, gostar de solidão. Gostar disso, ah, eu não consigo me controlar, o som dessa guitarra enlouquece, mata.
Loucuras, é, eu gosto disso.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Protect me from what I want

Uma histórinha escolhida:
"-Sempre estas reticências, nunca um ponto final. Tudo foi longe demais, tudo saiu de controle, tudo ficou fora de lugar. Não é como  se apenas uma picada não fosse resolver tudo, mas a consciência do ato covarde me impede de fazer a mesma coisa de novo. As palavras abandonaram-me, me deixaram nesses delírios enlouquecedores, com esses sussurros gritantes que me deixam surdo.
-Como é?
-Como se cortar para ver o sangue escorrer, como beijar de olhos abertos, como roubar alguém poderoso. Sentir adrenalina o tempo todo, sentir o sangue pulsar, o coração estar vivo, os olhos lacrimejarem. Uma página de um livro ainda em branco, que é escrita e apagada, para começar tudo de novo. Tudo novo. Um lugar para cair, um remédio que te faz dormir, uma solidão hereditária. Uma doença que te consome por inteiro, que te faz sentir tudo ainda mais intensamente, que faz você correr, não para se esconder, mas para o combate, para a morte.
Curve-se para a morte, venha morrer.
- O que mais?
- Sempre a neura, sempre a abstinência, sempre querendo mais. Um viciado em dor, em sentir carne queimar, sangue escorrer. Não, isso não é uma confissão, um ato de desabafo, uma tentativa de obter perdão. Eu escolhi viver assim, menina, eu fui meu Deus no meio de todo esse inferno. Eu, e só eu, fui corajoso para fazer o que todos tinham vontade. Consegue ver as cicatrizes? Há muito que não uso roupas abertas, há muito que não saio à luz do dia.
- Você tinha medo?
- De morrer? De jeito nenhum. Todos os caminhos que escolhi quase me levaram à morte, e nunca pensei nela propriamente. Eu gostava de sentir ela bem perto, e de escapar, como um gatuno esperto que sabe o que faz. E realmente sabia, não? Hoje estou aqui, vivo, para contar-te esta anedota! Mas deixe-me alertá-la: são histórias antigas, histórias de um velho que há muito esqueceu o que era viver. Histórias de quem sentiu o coração bater por anos e anos, mas que agora não é nada mais do que uma carcaça, um corpo sendo consumido pelo tempo. Sempre vivi à beira do penhasco, sempre soube que era ali, entre a vida e morte, que tudo valia à pena. Nunca escondi o que eu sentia, nunca poupei gemidos de prazer, ódio, amor, paixão, nunca me poupei sequer de morrer. E continuo morrendo, dia após dia, enquanto forneço esse amor morto.
- E quando tudo isso acabar? Quando sua consciência te abandonar, acha mesmo que tudo vai ter valido a pena?
- Quando acabar? Ora minha cara, não seja cega. Já acabou! Enquando te conto uma história, outros estão lá fora, fazendo exatamente o que eu fazia há 50 anos atrás; Bem, suponho que vocês sejam os jovens agora."
Uma despedida.
A notícia de um suicídio. Em câmera lenta.
E para você, o que significa realmente viver?

domingo, 18 de julho de 2010

The world is a vampire (like, like a venom)

Estátuas me olham enquanto caminho, me seguem como fantasmas, como sombra.
Seria pura imaginação?
Olhos castanhos, tão doces, tão puros, tão intensos na chuva que lava meus pecados, um pedaço de paraíso dentro do inferno.
Foi tão, tão fácil criar um escudo e me manter dentro dele todo esse tempo, tão fácil afastar todo mundo e esquecer. Mas os olhos perseguem o tempo todo, nada os apaga, nada os impede de machucar, invadir, machucar.
Como um Midas oposto, destruo tudo o que toco, mato todos que amo. Estúpidos aqueles que ainda insistem, que teimam em errar de novo, que buscam-me, mesmo na morte.
Lágrimas de crocodilo se formam, tentam convencer, mas elas são enganadoras demais, opostas demais ao sentido das palavras que saem da boca, percorrem os olhos e escondem na alma. São rostos marcados de sangue, do meu sangue, assassinato após assassinato, crime após crime. Sem culpa, sem regra, sem desculpas, sem amor.
É tudo tão contraditório, tudo tão ilusório, está tudo tão perto de mim. Eu vejo cada milimetro dessa dor imutável, cada célula que se move ao redor desse globo de problemas. Essa esquizofrenia real, esses monstros imaginários, esses olhos perseguidores. Um cubo de pensamentos, que batem nestas paredes fechadas e cruzam-se o tempo todo, como  imãs maléfico, dispostos a condenar.
Mas essa dor, essa dor é real; tão real quanto a chuva que cai, tão real quanto estas estátuas, tão real quanto todos os problemas.
Cada situação arranca um pedacinho, e até quando terei pedaços para ser arrancados? Tantas promessas quebradas, tantos fios cortados, tantos espaços vazios que não podem mais ser preenchidos. É um longo tempo de espera, tempo demais, tempo morto.
Estas mãos que lhes escreve agora, senhores, são mãos que matam, que destroem tudo, o tempo todo. São mãos manchadas de sangue inocente, mãos experientes, que já agem inconscientemente, puro hábito mórbido. E esse sorriso que vos engana, é a última coisa que podem ver, um sorriso que vai se transformando num esgar à medida que vai matando, à medida que obtêm mais e mais sangue.
Digam-me agora, senhores: Depois de tantos avisos, conseguem se manter longe?
Eu duvido.

domingo, 4 de julho de 2010

Uma assassina, é isso que sou. Uma fugitiva em busca de mais e mais corpos, um monstro que busca violência. Com o que eu pareço? Com o mágico de Oz? Você precisa de um cérebro? Pegue o meu. Pegue tudo de mim. Me estraçalhe, me corte, me esconda, mas não me deixe cometer os mesmos erros de novo. Não espere que eu esqueça tudo o que fiz, tudo que passei, para seguir adiante. Não espere que eu siga meus instintos, que eu ceda a meus caprichos insensatamente, que eu busque mais ódio enquanto me despedaço dentro desse cubo. São todos estranhos sem rostos, olhares medonhos de ninguém, é apenas vazio.

Eu sou o vazio.

domingo, 20 de junho de 2010

Aqui estou, mais uma vez, despindo-me num texto. Droga de impulsos idiotas que não consigo controlar. Mais uma folha desperdiçada, mais uma lágrima roubada, mais um suspiro atrevido. Enquanto meus estúpidos sentimentos tomam conta, acendo um cigarro, deito na cama e deixo a mente vagar, sem me concentrar num ponto específico. Qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer situação.  Imagens aleatórias de uma semi-vida comum, uma história entre tantas na multidão. E eu vejo, por trás de todos os sorrisos e olhares, algo frio, vazio. Choro, como uma criança que perdeu todas as suas bonecas, e depois me tranquilizo, como um viciado depois de uma picada de heroína.
Eu sei, que tudo já acabou, que tudo já passou; Mas não pretendo esquecer, meu doce sonho, doce pesadelo.

domingo, 13 de junho de 2010

Tic-toc
Tic-toc
Tic-toc
Os pulsos já sangram, a dor já está presente. As lágrimas já escorrem, a cabeça já lateja, o coração já está acelerado.
Então, é hora do consolo chegar.
Tic-toc,tic-toc,tic-toc
Eu só espero isso passar, espero a dor fisica ser mais forte, mas nada parece mudar. Espelhos refletem apenas um rosto, acabado, precisando dormir. Lágrimas escorrem dos olhos aos lábios, salgadas e dolorosas. Como um castelo de areia,com apenas um ato brusco, uma vida foi acabada, mais uma pessoa foi eliminada.
Não faz diferença sera primeira; o importante era ser a única. Mas,cheguei atrasada, não fui sua primeira paixão.
Tic-toc,tic-toc,tic-toc...