quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A personal list

- As dez melhores coisas de 2010:


1-Amanda Marton, Rafael Henrique, Lucas, Candy
2-Gaby, Alê, Gui, Kevin lesado, Plank
3-TÂÂÂÂÂÂÂÂNIA, tanto tempo desperdiçado, enfim crescemos!
4-Ter o Guilherme de volta
5-Felipe, Andréa, Miriam, Eduardo e Natalia
6-Arrumar um emprego
7-Conhecer a galera da Etec
8-Aceitar a verdade, poder seguir em frente, finalmente. 
9-Mais um ano com a minha Milena, o meu João Vítor, o meu Nicolas, os meus amigos do Nagib, Carol, e ter a certeza de que nos próximos anos eles vão continuar comigo
10-Ter o meu vô perto de mim.


É, 2010 foi um saaaaaco, um inferno, uma merda, a maior parte do tempo, mas vocês superam tudo isso. E em 2011, vão estar comigo, o tempo todo, porque não tem um dia em que eu não acorde por vocês, e só por vocês. Obrigada por tudo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

The Jetset Life Is Gonna Kill You

Estou precisando de uma dose de loucura. Aliás, uma dose farta, nada saudável. Fechar os olhos, abrir a mente e divagar. Hm, só o pensamento já me faz sorrir, maliciosamente, deliciosamente. 
Então.
A noite.
Começa.
Um som, um piano violento ao fundo, um copo de vinho, nosso sangue ruim junto, transmutado, alterado. Se aproxime mais, não fique acanhado, tome um gole de vinho. Sussurre em meu ouvido o que eu quero ouvir. Me peça. Se dê. Me puxe, me jogue de lado, recomponha-se, onde estão seus bons modos?
Ah, a idade da inocência, tão acesa em seus olhos, tão forte em cada ação. Vejo as gotas de suor brotarem em sua testa, e suas mãos querendo se mover, querendo me pegar novamente. Vejo de soslaio seus passos chegarem perto, te sinto, sua áurea, tão intenta, seu desejo mascarado de vergonha, sua voz embargada de emoção. Não se aproxime, não será bom, essa doença está nos matando. 
Não vamos ficar longe nunca?
E se tudo o que eu mais quiser, eu não puder ter? E se quisermos tanto um ao outro que, de repente, nada mais vai ter sentido, e pereceremos? Você aceitaria seu pedaço de inferno, como aceitei o meu?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu quero tudo..

Sozinha, completamente bêbada, no meio da chuva
Busco motivos pra terminar essa garrafa, que já está quase no fim
Escuto o seu silêncio berrar nos meus ouvidos
Palavras que já não fazem sentido pra mim

Sinto no escuro você tocar meu corpo
Me derreto nos seus braços, esqueço tudo ao redor
Sou sua boneca, seu escudo, seu futuro
Enquanto você vê minha verdade, eu quero tudo

Te amo loucamente, te escondo em minhas mãos
Te busco no inferno, esqueço do seu perdão
Porque seus erros são melhores, são mais vivos e intensos
Eu me perco nesse espaço, te desejo por inteiro

Me faça sentir, me dê toda a minha dor
Me faça sangrar, me faça fugir
Me faça amar, me faça querer, me faça matar
Me faça morrer

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Das falsas orações

Não, eu não estou paranóica quando digo que estou longe de você. Não estou drogada quando digo que isso não tem futuro. Nem sequer estou bêbada quando digo que você não tem mais salvação.
E então, o que vai ser, hein?
São apenas dias.
Apenas vidas.
Apenas eu.
E o que faremos com essa informação?
Escutemos a palavra sagrada, escutemos apenas; Deixemos de lado todo nosso falatório sem sentido, escutemos, senhor, suas palavras tão indignas de atenção. Belas palavras mentirosas, bela manipulação alheia. Nos diga o que esperar amanhã, faça nossa vida à seu gosto, somos seus bonecos, seus escravos, mande-nos, faça-nos, nos mostre nossa destruição. Nos cale com sua força, nos mate com seu poder, nos ressuscite com sua glória. 
Me mostre onde a verdade significa mentira, me mostre seus doces olhos vazios, me deixe vazia também. Mostre-me toda a dor existente no mundo, me mostre todas as desgraças, todas as infelicidades. Passe-as todas para mim. Livre o mundo de todo o mal, amém.
Cada dia mais ridículo, cada dia mais hipócrita.
Quem é o seu senhor?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É.

Não quero mais ser seduzida pelas palavras. Elas sempre me alcançam, não importa o quanto eu fuja. É insuportável vê-las o tempo todo, saber que mesmo as palavras erradas sempre rimam, numa rotina que vai até o fim dos tempos. Não quero que elas escrevam mais como me sinto, não quero que ela mostrem como penso, não as quero, pura e simplesmente assim. Não quero lê-las, não quero falá-las, não quero pensá-las, não quero senti-las. Quero que ela morram, ou que eu morra, mas sem elas a ditar minha morte, meu epitáfio, meus breves anos aqui na Terra.  Deixe-as longe de mim, porque em todo esse maldito tempo, elas só me machucaram, formando seus exércitos de frases mortais, gritando no meio do silêncio verdades mentirosas. Dando-me doenças e tirando-me escrúpulos, caindo dos meus sonhos mais loucos para essa droga de mundo real que elas construíram. Eu odeio as palavras. Cada uma delas. Quero torturá-las, fazê-la sentir dor, causar todo o tormento que me causam todos os dias, todos os minutos. Quero calá-las, abortá-las, eu... já não sei mais o que falar.
Malditas palavras, que me abandonam quando preciso delas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Divagações

Silêncio da noite, sensação de segurança tão falsa. Tantos sonhos jogados fora, com palavras ditas a esmo, com ações gritantes e perturbadoras.
Existe algum remédio que cure esse tédio gigantesco?
Pensar, pensar, pensar. Tão assustador, tão atraente. Enquanto todos dormem e fingem descansar, brinco com minha insônia, cometo pecados, escuto no escuro você sussurrar-me o nome. Tão doce e delicado, tanto desejo e respeito num único sentido, tantas frases nesse olhar vazio e relaxante. Os dias arrastam-se conforme minha agonia, as dores ficam mais fortes, eu esqueço de quem sou.
Eu.
Não sei.
Quem sou.
Quem é o louco agora?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Constatação

Por que eu tenho tanta fome, tanta sede de você? Desde o começo, todo tempo do mundo nunca foi suficiente. O desejo corrói minha alma, com labaredas gigantescas. Me mato de vontades pouco atendidas, respondo no escuro do meu inconsciente o que a luz não me deixa refletir. Engulo frases, solto lágrimas, prendo sorrisos e desaforos, na esperança de que um dia você enxergue o meu sacrifício. Descubro notas onde não há nada além de vazio, encontro cantos na calada da noite, escrevo sonetos na escuridão da morte. Tudo por você, com você e para você. Minha eterna chama apagada, meu sonho mais louco e possível, meu infinito particular, minha esperança no meio da descrença. No topo da insanidade escrevi teu doce nome, e sussurrei aos anjos que o protegessem. Sem inspiração, sem fingimento, mergulho mais uma vez em teu corpo para relembrar-te o que nunca esqueceste: eu amo você.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Savior

É incrível, absurdamente incrível, como pequenas ações falsas podem mudar vidas inteiras. Estupidamente perverso que palavras ditas sem pensar possam ter consequencias catastróficas, matar, doer, machucar. 
O que está esperando para dar sua cartada final?
Seus joguinhos de poder me cansam, me irritam, me entediam. Cada passo em falso que você dá, cada palavrinha dita com um amor mentiroso, me faz querer vomitar. Cada dia passado com você, cada minuto ouvindo sua voz irritante, céus, que vontade de morrer, de matar.
Sinta a dor de cada pessoa que está do seu lado, sinta todos os cortes, todo o prazer falso que isso te traz. Seja escrava do seu mundinho, Mate todos, mate-me, mate-me, mate-me.
Tão escuro quanto uma noite sem luar, tão clichê quanto esta frase, você se joga em todos os lados, ignora todos os sentidos, finge ser outra pessoa. Todos os cortes que carrego, todas as dores que suportei, até hoje, não se comparam com tudo o que você já fez. Escuto em silêncio sua voz sussurrar mentiras, tão doces e ousadas que apagam tudo ao redor. Suas mãos nas minhas, seus lábios encostados aos meus.
"Eu te amo."
Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
Tudo se apaga, de novo e de novo e de novo.
Uma canção arrebatadora, o último ato de nossa peça, o fim de toda uma era. Da nossa era. De mim.
E eu cairei, de novo, até te mostrar.
O que.
Eu sinto.
De verdade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Felicidades.f. Estado de perfeita satisfação íntima; ventura. / Beatitude; contentamento, grande alegria, euforia, grande satisfação. / Circunstância favorável, bom êxito, boa sorte, fortuna: ele teve a felicidade de escapar do desastre.






É quando percebo que sou uma analfabeta, pois não tenho a mínima noção do que isso significa.