quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sim, hoje eu estou com ódio. Mas não é um ódio tipo raiva, aquele ódio bobo, é ódio que queima a carne e dilacera a alma, ódio que me faz imaginar a minha morte junto com a morte de metade do planeta, só para satisfazer minha necessidade de sangue, violência, e dor. E é tão, mas tão deprimente saber que aqui é o único lugar em que posso desabafar, porque ninguém vai ler, e essa serventia não tenho sequer em meu próprio computador. Belo futuro eu construí. George Orwell teria me entrevistado para seus livros.
Estou tão, tão, tão irritada!
Tenho sede de sangue sim, e é uma sede que eu tenho controlado ultimamente, mas em alguns dias, é simplesmente tão difícil. Conforme a maturidade chega, a vontade diminui, mas a quem eu quero enganar? Isso nunca vai embora totalmente. Faz parte de mim. Posso enganar meu namorado, meus pais, meu chefe, mas eu sempre, SEMPRE vou ser autodestrutiva, sempre vou querer me machucar, de uma forma ou de outra. Sempre vou arrumar um modo de estragar as coisas, e depois, fugir. É sempre tão fácil se desapegar. Sempre tão simples mandar tudo aos ares e ir pra próxima cidade, conquistar corações e depois destroçá-los, sim, embora pareça presunçoso, eu sei, somente sei que há algo de diferente em mim, e eu uso isso a meu favor, uso isso para fazer o que quero, para ter o que quero. Depois, vem o enjoo, e toda a dor de cabeça de ter que partir, mas junto com isso, vem a excitação, a novidade, e quem não ama novidades?
E aí o medo vem e me prende, maldito medo, malditos pensamentos que me deixam presa nessa droga de lugar, nesse fim de mundo, como ninguém percebe que aqui é, de fato, o lugar onde Judas perdeu as botas? O que diabos ainda estou fazendo aqui? Eu quero vida. Quero intensidade, e acima de tudo, eu quero dor, quero muita dor. Enfim, Time to bed.

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